quinta-feira, 31 de março de 2016

O Purgatório - Que lugar é esse ?




"Provando biblicamente" a existência do Purgatório


A palavra “Purgatório” não aparece na Bíblia, literalmente. Esse termo foi definido pela Igreja. A mesma Igreja que a própria Bíblia Sagrada declara ser "a coluna e o sustentáculo da Verdade" (1Tm 3,15). - E aqui é importante abrir parênteses para lembrar que nós, cristãos católicos, reconhecemos a realidade do Purgatório desde o primeiro século da Era Cristã, isto é, desde antes de o Novo Testamento da Bíblia existir enquanto tal. - Mas o conceito do Purgatório, a realidade de um lugar ou estado de purificação das almas, é facilmente encontrado também nas Escrituras, como veremos agora.

" Sobre o purgatório :
Mt. 5,26 - Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.
Que todos somos pecadores,todos já sabemos.Mas nossa esperança de salvação colocada em Jesus nos faz levará ao céu . Porém nosssa condição de pecado não permitirá que estejamos então imediatamente diante do Pai. Pois Ele é o Céu ! Vamos primeiro pagar por tudo de errado que fizermos ou que já tenhamos feito. Só se apresenta diante do Altíssimo purificado. Por isso Deus em Sua infinita bondade e sabedoria permite nos purificar no PURGATÓRIO.
Um lugar onde aqueles que tenham crido na Salvação por Jesus, possa passar algum tempo, a critério de Deus e depois ir para o paraíso, aquele mesmo paraíso que Jesus prometeu ao ' bom ladrão' por ter ele reconhecido sua condição de pecado e ter acredito que Jesus era Deus , pedindo-lhe que se lembrasse dele quando entrasse em Seu Reino. Então agradeçamos ao Senhor por Sua Misericórdia e tentemos diminuir nossas penas a pagar cumprindo o mandamento de Jesus " amai-vos uns aos outros ",perdoando a quem temos que perdoar, vestindo os nus e dando de comer a quem tem fome, orando por nós e por todos os homens pelo perdão de nossos pecados. Ainda teremos muito a pagar porque em nossa condição de pecadores, pecamos muito por pensamento , palavras e por omissão. Mas lembremo-nos que para todos os que crerem em Jesus há um céu e está ao nosso alcance depois de pagarmos nossas penas no purgatório. Não é que o purgatório seja um lugar bom, não. mas é de lá que sairemos purificados para entrar na presença de Deus. E para aqueles que duvidam desse lugar , leiam o que Jesus falou sobre em Mt. 5, 17-48 em especial no versículo 26" 

Dulce Evangelizadora


Mateus 5, 17-48

¹E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos;
2 E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
3 Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
4 Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
5 Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
9 Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
10 Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
12 Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
13 Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
15 Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.
17 Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir.
18 Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido.
19 Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.
20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.
22 Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.
23 Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,
24 Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta.
25 Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.
26 Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.
27 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.
28 Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.
29 Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.
30 E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.
31 Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.
32 Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.
33 Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor.
34 Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus;
35 Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei;
36 Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto.
37 Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.
38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.
39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;
40 E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;
41 E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.
42 Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.
43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.
44 Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;
45 Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
46 Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?
47 E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?
48 Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.

 
                                     **********------**------***********

Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja, no ano de 593dC já explicava o Purgatório conforme a Bíblia, nas palavras de Cristo:


“Aquele que é a Verdade, Jesus, afirma que existe antes do juízo um fogo purificador, pois Ele disse: ‘Se alguém blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem neste século nem no século futuro’ (Mt 12,32). Vemos então que certas faltas podem ser perdoadas neste mundo (neste século), e outras, num mundo (ou século) futuro. O pecado contra o Espírito não será perdoado neste mundo e nem no mundo futuro. Mostra o Senhor Jesus, então, que há pecados que serão perdoados após a morte.”1


Em 1Coríntios, Paulo também ensina a realidade do Purgatório: ele fala dos que constroem suas casas sobre o Fundamento que é Cristo: alguns utilizam material resistente ao fogo, outros usam materiais que não resistem ao fogo. Paulo apresenta o Juízo de Deus como fogo a provar as obras de cada um. Se a obra resistir, seu autor “receberá uma recompensa”; se não resistir, seu autor sofrerá uma pena, mas essa pena não é a condenação eterna, pois o texto diz que aquele cuja obra for perdida ainda se salvará: “Este perderá a recompensa; Ele mesmo, entretanto, será salvo, mas como que através do fogo” (1Cor 3,15).



Também em Mc 3,29, Jesus dá uma imagem nítida do Purgatório:


“O servo que, apesar de conhecer a Vontade de seu Senhor, lhe desobedeceu, será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a Vontade de seu Senhor, fizer coisas repreensíveis, será açoitado com poucos golpes. (Lc 12,45-48)”


Aí está o que a Igreja chama de Purgatório: Jesus mesmo ensina que, após a morte, há um estado em que os que foram pouco fiéis serão purificados por algum tempo, de acordo com suas culpas, e não eternamente.



Outra passagem bíblica que confirma o Purgatório é Lucas 12, 58-59:


“Faze o possível para entrar em acordo com o teu adversário no caminho até o magistrado, para que ele não te arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão. Digo-te: não sairás dali até pagares o último centavo”.


O Cristo não diz: “Nunca mais saírás dali”, mas ensina claramente: ao fim desta vida, seremos entregues ao Juiz, que poderá nos colocar numa prisão de onde não sairemos até saldarmos nossas dívidas, - mas da qual um dia haveremos de sair. - A condenação não é eterna em alguns casos, diferentes dos daqueles que vão ao Inferno. A mesma afirmação está em Mt 5, 22-26.



Mais: em 1Pedro (3,18-19; 4,6) vemos uma outra afirmação que nos leva inequivocamente à conclusão da existência do Purgatório:


"Cristo padeceu a morte em Carne, mas foi vivificado quanto ao Espírito. Neste mesmo Espírito Ele foi pregar aos espíritos detidos na prisão: aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes”
.

O Cristo não teria porque pregar àquelas almas, se elas não tivessem a possibilidade de salvação: vemos então que os antigos estavam numa “prisão” temporária. Novamente, aí está o Purgatório: um estado onde as almas aguardam pela Salvação definitiva. Evidentemente não é o Céu, um lugar ou estado de alegria eterna na Presença de Deus, mas também não é um lugar de tormento eterno e irremediável. É um lugar ou estado da alma onde os espíritos são purificados, um lugar ensinado claramente na Bíblia Sagrada, inclusive pelo próprio Senhor Jesus Cristo.
 
São Gregório Magno  - Diálogos 4,39


quarta-feira, 30 de março de 2016

Judas foi condenado por sua traição?







De fato a Igreja Católica não diz com certeza que Judas esteja condenado, embora haja indícios. Ele rejeitou absolutamente a graça de Deus.
Se ele pode ter se salvado só Deus sabe.
Sobre os suicidas a Igreja ensina que podem ter se salvado, exatamente dependendo do seu estado emocional e psíquico. E a Igreja  não impede mais a missa de corpo presente e tudo mais.
Veja um trecho sobre Judas Iscariotes:
Judas foi escolhido por Jesus porque certamente tinha os requisitos que eram necessários para ser um grande apóstolo. Usando mal da sua liberdade,não soube corresponder a graça de Deus. Esta é a maior prova para nós de que a graça de Deus não anula a natureza e a liberdade humana. Judas foi culpado do seu ato, pois agiu com toda a liberdade. Jamais Deus poderia te-lo escolhido com o mau desejo de que ele traisse Jesus; Deus não pode fazer e desejar nada de errado. Mas, Deus sabe aproveitar até o pecado da criatura humana para daí tirar algum bem. Assim, deste grande mal, a traição maior que a humanidade conheceu, Deus soube tirar a salvação para a humanidade. Não existe destino e nem predestinação. Existe o homem agindo com a sua inteligência, vontade e liberdade, ajudo pela graça de Deus. Nem sempre sabemos deixar a graça nos conduzir.
Prof. Felipe Aquino

terça-feira, 29 de março de 2016

O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO



”Todo o pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada.” Mat.12,31
 
Alguém poderá duvidar da misericórdia de Deus? Claro que não.
 Numa demonstração inefável de amor aos homens, Deus enviou seu Filho único para que, através d’Ele, o perdão ficasse disponível a todos. A salvação de Jesus Cristo é a maior prova, a mais cabal evidência de que “Deus é Amor” e que jamais despreza o que criou, pois se odiasse alguma coisa, não a teria criado.
 E nós, que fomos criados à “imagem e semelhança” do Deus que é Amor, somos convidados também a amar, de forma incondicional, e se assim não fazemos, nos frustramos, pois não exercemos o motivo de nossa existência.
 “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo, e odeie o seu inimigo!’ Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos, e rezem por aqueles que perseguem vocês! Assim vocês se tornarão filhos do Pai que está no céu, porque Ele faz o sol nascer sobre maus e bons, e a chuva cair sobre justos e injustos. Pois, se vocês amam somente aqueles que os amam, que recompensa terão? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se vocês cumprimentam somente seus irmãos, o que é que vocês fazem de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês que está no céu”(4). São palavras como estas que fez de Jesus a maior personalidade de todos os tempos: mostrou aos homens que Deus ama a todos independentemente de qualquer coisa; e nós, espelho desse Amor, devemos procurar refleti-lo nitidamente, pois para isso fomos feitos.
 Contudo, uma curiosa passagem do Evangelho chama a atenção de quem conhece o Deus que é Amor Incondicional. Trata-se da fortíssima palavra de Jesus que é documentada por Mateus(5), Marcos e Lucas “Aos filhos dos homens serão perdoados todos os pecados e todas as blasfêmias que proferirem; todavia, quem blasfemar contra o Espírito Santo, jamais terá perdão, mas será réu de pecado eterno”.
 Duas perguntas nos surgem imediatamente: “Que pecado tão grave é este que não merece o perdão de Deus?” e “Deus, que é Amor, por causa deste pecado, esqueceria desse Amor para condenar eternamente o blasfemador do Espírito Santo?” Analisemos as questões.
 
a) que pecado é esse?
 
            Antes de sua volta para o Pai, Jesus prometeu um novo Consolador, um Advogado. Trata-se do Espírito Santo que viria para apanhar aquilo que é de Jesus e interpretar para os seus discípulos, para assim convencer o mundo “quanto ao pecado, quanto à justiça e quanto ao juízo”.
 
            Diante disso, nos ensina o Santo Padre João Paulo II que “a blasfêmia (contra o Espírito Santo) não consiste propriamente em ofender o Espírito Santo com palavras; consiste, antes, na recusa de aceitar a salvação que Deus oferece ao homem, mediante o mesmo Espírito Santo agindo em virtude do sacrifício da cruz. Se o homem rejeita o deixar-se ‘convencer quanto ao pecado’, que provém do Espírito Santo e tem caráter salvífico, ele rejeita ao mesmo tempo a ‘vinda’ do Consolador: aquela ‘vinda’ que se efetuou no mistério da Páscoa, em união com o poder redentor do sangue de Cristo que ‘purifica a consciência das obras mortas’. Sabemos que o fruto desta purificação é a remissão dos pecados. Por conseguinte, quem rejeita o Espírito Santo e o sangue, permanece nas ‘obras mortas’, no pecado. E a ‘blasfêmia contra o Espírito Santo’ consiste exatamente na recusa radical de aceitar esta remissão, de que ele é dispensador íntimo e que pressupõe a conversão verdadeira, por ele operada na consciência (...) Ora, a blasfêmia contra o Espírito Santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica seu pretenso ‘direito’ de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a Redenção. O homem fica fechado no seu pecado, tornando impossível da sua parte a própria conversão e também, consequentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida”(10). Como Deus poderá perdoar alguém que não quer ser perdoado?
 
Para que o nosso entendimento ficasse mais claro acerca deste terrível pecado, o Papa São Pio X, que governou a Igreja de 1903 a 1914, no seu Catechismo Maggiore, ensinou que seis são os pecados contra o Espírito Santo:
 
            1º - Desesperação da salvação, ou seja, quando a pessoa perde as esperanças na salvação de Deus, achando que sua vida já está perdida. Julga, assim, que a misericórdia de Deus é mesquinha e por isso não se preocupa em orientar sua vida para o bem. Perdeu as esperanças em Deus.
 
            2º - Presunção de salvação sem merecimento, ou seja, a pessoa cultiva em sua alma uma vaidade egoísta, achando-se já salva, quando na verdade nada fez para que merecesse a salvação. Isso cria uma fácil acomodação a ponto da pessoa não se mover em nenhum aspecto para que melhore. Se já está salva para que melhorar? – pode perguntar-se. Assim, a pessoa torna-se seu próprio juiz, abandonando o Juízo Absoluto que pertence somente a Deus.
 
            3º - Negar a verdade conhecida como tal, ou seja, quando a pessoa percebe que está errada, mas por uma questão meramente orgulhosa, não aceita: prefere persistir no erro do que reconhecer-se errada. Nega-se assim a Verdade que é o próprio Deus.
 
            4º - Inveja da graça que Deus dá a outrem, ou seja, a inveja é um sentimento que consiste primeiramente em entristecer-se porque o outro conseguiu algo de bom, independentemente se eu já possua aquilo ou não. É o não querer que a pessoa fique bem. Ora, se eu me invejo da graça que Deus dá alguém, estou dizendo que aquela pessoa não merece tal graça, me tornando assim o regulador do mundo, inclusive de Deus, determinando a quem deve ser dada tal ou tal coisa.
 
            5º - Obstinação no pecado, ou seja, é a teimosia, a firmeza, a relutância de permanecer no erro por qualquer motivo. Como o Papa João Paulo II disse, é quando o homem “reivindica seu pretenso ‘direito’ de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a Redenção”.
 
            6º - Impenitência final, ou seja, é o resultado de toda uma vida que rejeita a ação de Deus: persiste no erro até o final e recusa arrepender-se e penitenciar-se.
 
 
b) por causa disso Deus abandona seu amor para condenar a criatura?
 
Deus não condena ninguém. Ao contrário, “Deus não quer que ninguém se perca, mas que todos cheguem a se converter”(11).
 
No entanto, Deus não criou os seres humanos como irracionais, mas os criou à sua ‘imagem e semelhança”, que quer dizer: nos deu inteligência, para separar o bem do mal; liberdade, para escolher o bem ou o mal; e vontade, para vivenciar o bem ou o mal. A escolha é nossa, é de cada um.
 
Assim, vivemos a nossa vida direcionados pelos três pilares da imagem e semelhança de Deus: inteligência, liberdade e vontade, para que assim decidamos o que queremos trilhar. No fim da vida terrena, a morte confirmará a nossa decisão, dando-nos aquilo que escolhemos. Por isso, a conclusão torna-se óbvia: só está no inferno aqueles que realmente querem estar lá, aqueles que não querem a presença de Deus que ilumina suas imundícies.
 
Por outro lado, Deus, que “não quer que ninguém se perca”, continua a amar sua criatura, mesmo esta preferindo estar longe. Como já disse, o amor de Deus não impõe condições, assim, onde quer que a criatura esteja, Deus a amará sempre, embora respeitando aquilo que a faz ser uma pessoa: sua inteligência, sua liberdade e sua vontade.
 
 
Em suma: o pecado contra o Espírito Santo consiste na rejeição consciente da graça de Deus; é a recusa da salvação que, consequentemente, impede Deus de agir, pois Ele está à porta e bate(12), e a abre quem quiser. A persistência neste pecado, que é contra o Espírito Santo, pois este tem a missão de mostrar a Verdade, levará o pecador para longe de Deus, para onde ele escolheu estar. Apesar disso, o Senhor continuará a amá-lo com o mesmo amor de Pai que tem para com todos, porém respeitando a decisão de seu filho que é inteligente e livre.
_______________
(1) cf. 1Jo 4,8.
(2) cf. Sb11,24.
(3) cf. Gn 1,26.
(4) Mt 5,43-48.
(5) cf. Mt Mt 12,31s.
(6) cf. Mc 3,28-s.
(7) cf. Lc 12,10.
(8) cf. Jo 16,14.
(9) Jo 16,8.
(10) Carta Encíclica Dominum Vivificantem, 46.
(11) 2Pe 3,9.
(12) cf. Ap 3,20.

domingo, 27 de março de 2016

“Não tenhais medo! Ele Ressuscitou! Aleluia!”




Jesus ressuscitou! A morte não teve a palavra final, apesar de Jesus ter sido obediente a ela, Deus Pai o resgatou das mãos injustas e lhe devolveu a vida, vencendo definitivamente aquela que O arrastara ao sepulcro.
Jesus ressuscitou! E com Ele ressuscitou também a esperança de que, seguindo seus passos e vivendo com o mesmo amor que Ele viveu – amor a Deus e ao próximo, também nós poderemos alcançar a ressurreição.
Jesus ressuscitou! A sua ressurreição inaugurou um novo tempo, abriu as portas a uma nova forma de viver. O reinado do egoísmo, da ganância e da prepotência foi vencido pelo reino da justiça, da compaixão e da misericórdia.
Jesus ressuscitou! E com Ele, ressuscitaram todos aqueles que estavam presos na mansão dos mortos, que nesse dia teve suas portas arrombadas para sempre. A vida humana deixou de ser finita para se tornar eterna.
Jesus ressuscitou! A Páscoa, passagem do Espírito de Deus que liberta da escravidão, ganhou um novo significado. Não mais a libertação terrena de um povo escolhido, mas a libertação plena de toda a humanidade.
Jesus ressuscitou! Sua vida não foi em vão, seu amor espalhou-se como semente e seu sangue derramado irrigou os corações fazendo brotar a cada dia, de forma admirável, inúmeros seguidores que não temiam, e não temem até hoje, anunciar que Jesus é o Senhor!
Jesus ressuscitou! Aquele a quem os poderosos quiseram destruir definitivamente pela morte de cruz, Deus elevou mais alto e deu-lhe o trono do mundo: Ele é o Rei Admirável, diante de quem todo joelho deve se dobrar, no céu e na terra.
Essa é a grande alegria deste dia; essa é a certeza que move todos os cristãos; essa é a chama que aquece os corações dos discípulos; essa é a argamassa da construção do Reino; essa é a transformação que gerou e continua gerando a vida plena para todos; essa é a pedra fundamental da nossa Igreja; essa é a grande verdade da nossa fé.
Jesus Cristo ressuscitou! Aleluia! Aleluia! Aleluia!
Feliz Páscoa!
Maria Aparecida de Cicco

sábado, 26 de março de 2016

Sábado santo - A Vigília Pascal





A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: 1) a liturgia da luz ou 'lucernário'; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia batismal; 4) a liturgia eucarística.1) A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do louvor pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do evidencia-o quando afirma que 'a luz de Cristo (…) dissipa as trevas de todo o mundo» e convida a «celebrar o esplendor admirável desta luz (…) na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!'.2) A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Batismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, 'começando por Moisés e seguindo pelos Profetas' (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.3) A liturgia batismal é parte integrante da celebração. Quando não há Batismo, faz-se a bênção da fonte batismal e a renovação das promessas do Batismo. Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga batizava os catecúmenos nesta noite e hoje permanece a liturgia batismal, mesmo sem a celebração do Batismo.4) A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.O sábado pascal é iniciado com o fogo novo. O que ele nos remete? A páscoa originalmente era uma celebração típica dos pastores. Depois passou a ser a grande festa da libertação dos hebreus, recordando sua saída do Egito. Mais tarde foi-lhe incorporada uma antiga festa agrícola dos pães sem fermento (ázimos).Nesse dia a Igreja toda guarda luto pela morte de Jesus. Neste dia se faz também a comemoração das Dores de Nossa Senhora.É uma celebração que relembra todos os sofrimentos de Nossa Senhora desde o nascimento de Jesus, culminando com a dor infinita à qual se viu exposto o coração de Maria, ao deixar seu divino Filho no sepulcro. Por maior que seja a solidão que algum coração humano já sentiu, por certo, sequer aproximará do amargor, do infinito abandono que se apossou do coração da mãe do Divino Amor.Na Solene Vigília Pascal da noite será celebrada a Missa da Ressurreição. Essa missa é precedida pela bênção do Fogo Novo e do Círio Pascal, benção da água Batismal e Renovação das Promessas do Batismo. Fogo: Sinal da presença de Deus na história, em suas manifestações de salvação. Ligado ao fogo, temos o círio pascal que aceso no fogo novo lembra o Cristo ressuscitado.Luz: Símbolo da vida. Representa a presença de Cristo que é vida e oferece vida e salvação ao homem. Jesus atravessa as portas da mansão dos mortos, vencendo e trazendo a luz para a humanidade.Água: Também é sinal da vida que é comunicada ao cristão quando ele renasce pelo batismo para um mundo novo.
 

sexta-feira, 25 de março de 2016

Sexta Feira Santa



A Morte de Jesus
Isaias 53, 4-12


Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado.
5.Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.
6.Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós.
7.Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.)
8.Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo?
9.Foi-lhe dada sepultura ao lado de facínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira.
10.Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada.
11.Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniquidades.
12.Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.

                                                            ************


Jesus morreu por nossos pecados (Rm 4,25), para livrar-nos deles e resgatar-nos da escravidão que o pecado introduz na vida humana. A Sagrada Escritura diz que a paixão e morte de Cristo são:
 a) sacrifício de aliança,
Jesus, oferecendo sua vida a Deus na Cruz, instituiu a Nova Aliança, isto é, a nova forma de união de Deus com os homens que havia sido profetizada por Isaias ( Is 42,6), Jeremias (Jr 31, 31-33) e Ezequiel (Ez 37,26). O Novo Pacto é a aliança selada no corpo de Cristo entregue por nós e em seu sangue derramado por nós (Mt 26,27-28).

b) sacrifício de expiação,

O sacrifício de Cristo na Cruz tem valor de expiação, isto é, de limpeza e purificação do pecado (cfr. Rm 3,25; Hb 1,3; 1 Jo 2,2; 4,10).


 c) sacrifício de propiciação e de reparação pelos pecados,

Cruz é sacrifício de propiciação e de reparação pelo pecado (Rm 3,25; Hb 1,3; 1 Jo2,2; 4,10). Cristo manifestou ao Pai o amor e a obediência que nós homens lhe havíamos negado com nossos pecados. Sua entrega fez justiça e satisfez o amor paterno de Deus que havíamos rechaçado desde o início da história.

d) ato de redenção e libertação dos homens.

 A Cruz de Cristo é ato de redenção e de libertação do homem. Jesus pagou nossa liberdade com o preço de seu sangue, isto é, de seus sofrimentos e de sua morte ( 1 P 1,18). Mereceu com sua entrega nossa salvação para incorporar-nos ao reino dos céus: “Ele nos livrou do poder das trevas e nos transladou ao Reino do Filho de seu amor, no qual temos a redenção: o perdão dos pecados." (Col 1,13-14).

Os efeitos da Cruz
 
O principal efeito da Cruz é eliminar o pecado e tudo aquilo que se opõe à união do homem com Deus. A Cruz, além de cancelar os pecados, nos livra também do diabo, que dirige ocultamente a trama do pecado, e da morte eterna. O diabo nada pode contra quem está unido a Cristo ( Rm 8,31-39) e a morte deixa de ser separação eterna de Deus, e permanece apenas como porta de acesso ao destino último ( 1 Cor. 15,55-56).
Removidos todos estes obstáculos, a Cruz abre para a humanidade o caminho da salvação, a possibilidade universal da graça.
Junto com sua Ressurreição e sua gloriosa Exaltação, a Cruz é causa da justificação do homem, isto é, não só da eliminação do pecado e dos demais obstáculos, mas também da infusão da vida nova (a graça de Cristo que santifica a alma). Cada sacramento é um modo diverso de participar na Páscoa de Cristo e de apropriar-se da salvação que dela provém. Concretamente, o Batismo livra-nos da morte introduzida pelo pecado original e nos permite viver a vida nova do Ressuscitado.
Jesus é a causa única e universal da salvação humana: o único mediador entre Deus e os homens. Toda graça de salvação dada aos homens provém de sua vida e, em particular, de seu mistério pascal.

Fonte :  http://opusdei.org.br/pt-br/article/tema-10-a-paixao-e-a-morte-na-cruz/

 

quinta-feira, 24 de março de 2016

Quinta feira Santa- As Quinze Dores Secretas de Jesus




Quinta feira Santa do ano do Senhor de 2016.
Hoje é o dia em que o Messias prometido por Deus em todo o Antigo testamento, inicia Sua excelsa doação por nós, para a nossa salvação .Ninguém mais poderia, mesmo se quisesse, doar sua vida em favor da salvação de todos os homens já nascidos e que ainda hão de nascer sobre a face da Terra. __Jesus é o Cordeiro de Deus, a oferta agradável ao Senhor Deus, só Ele !
Seu martírio foi totalmente consciente. Ninguém lhE tomou a vida . Deu-a porque quis fazer cumprir a vontade do pai !
Nessa noite de quinta feira, após ter se reunido pela última vez com os seus, após ter instituído a Santa Eucaristia e pedido que A perpetuássemos em memória d'Ele, partiu ao monte das Oliveiras para orar. E lá no Monte experimentou a maior agonia que já houve sobre a Terra e entre os homens. Foi a antecipação da cruz! Foi já o Santo Sangue derramado. Foi quando confessou que "Sua alma estava triste até a morte " (Mt. 26, 38 ). Mas acima de tudo foi o momento que concretizou a vontade do pai cumprindo o que somente Ele, Jesus, poderia fazer. Tudo o que se passou nessa noite foi muito horrível e cruel e Jesus já o sabia com todos os detalhes. Foi traído por um dos seus, foi preso e torturado. Essa noite foi a noite das dores secretas, das dores que nenhum dos apóstolos souberam realmente o que se passou, para poderem contar. Isso viria a ser privilégio de uma irmã , uma freira da Ordem de Santa Clara que vivia em reconhecida fama de santidade e deseja conhecer por amor, as torturas que durante aquela noite passara. em 1740 o Papa Clemente XII confirmou essa devoção recomendada pelo Colégio dos Cardeais. Segue abaixo a devoção às Quinze Dores Secretas de Jesus. Retirada do site :
As quinze Dores secretas :
Estando piedosamente recolhida em oração, Irmã Maria Madalena, da Ordem de Santa Clara, recebeu a visita de nosso Senhor, dizendo que gostaria de revelar-lhe as quinze dores secretas de Sua Dolorosa Paixão.

01. Amarraram os Meus pés com uma corda e arrastaram-Me, por uma escada abaixo, para uma cave (sub-solo) fedorenta e imunda.
(rezemos Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

02. Despojaram-Me das Minhas vestes e com pontas de ferro cobriram o Meu Corpo de Chagas.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

03. Ataram uma corda em volta do Meu Corpo e arrastaram-Me pelo chão, de uma ponta a outra da cave.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

04. Ligaram-Me a uma trave de madeira e nela Me deixaram suspenso, até que escorregasse e caísse por terra. Esse sofrimento fez jorrar dos Meus olhos lágrimas de Sangue.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

05. Fixaram-Me a uma estaca e martirizaram-Me com todas as espécies de armas, varando-Me o Corpo, atirando-Me pedras e queimando-Me com brasas e archotes.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

06. Atravessaram-Me com sovelas e agulhas, arrancando, em vários lugares, a pele e a carne de Meu Corpo e das Minhas veias.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

07. Amarraram-Me a uma coluna e colocaram Meus pés sobre uma chapa metálica incandescente.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

08. Coroaram-Me com uma coroa de ferro e vedaram os Meus Olhos com trapos repugnantes.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

09. Assintaram-Me sobre uma cadeira cheia de pregos aguçados que abriram profundos buracos em Me Corpo.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

10. Aspergiram Minhas Chagas com resina e chumbo fundido e lançaram-Me da cadeira abaixo.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

11. Para vergonha Minha e Meu suplicio cravaram agulhas e pregos nos furos da Minha barba, já violentamente arrancada.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

12. atiraram-Me sobre uma cruz, à qual Me amarraram com um corda, pés e mãos, com uma tal força e dureza, que estive a ponto de ser asfixiado.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

13. Espinharam-Me a Cabeça. Um deles pôs-Me o pé sobre o peito e atravessou-Me a língua com um espinho de Minha coroa.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

14. Colocaram as mais horríveis imundícies em Minha Boca.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

15. Fizeram recair sobre Mais uma torrente de injúrias infames, ligaram-Me as Mãos atrás das Costas e conduziram-Me para fora da prisão, batendo-Me e vergastando-Me vezes sem conta.
(Pai-nosso, Ave-Maria e Glória).

E Jesus continuou:

“Minha querida filha! Peço-te que faças conhecidas de muitas almas estas Minhas angústias e dores secretas, a fim de que sejam meditadas e honradas. No Dia do Juízo Final Eu darei uma eternidade para aqueles que, por amor e com reconhecimento, Me tenham oferecido todos os dias os merecimentos de Meus Sofrimentos secretos, completando a oferta com a oração de Louvor e Reparação que segue”.

ORAÇÃO:
“Meu Senhor e meu DEUS! É minha vontade irrevogável honrar-vos e adorar-Vos por todas as Vossas dores secretas e pelo derramamento do Vosso Sangue. Quantos grãos de areia haja no mar, grãos de terra nos campos, rebentos de erva em toda a terra, frutos nas árvores, folhas nos ramos, flores nos campos, estrelas no firmamento, Anjos no Céus e criaturas sobre a terra, tantas milhares de vezes sejam adorados e glorificados o Senhor JESUS CRISTO, o Seu Santíssimo Coração, o Seu preciosíssimo Sangue, o Sacrifício Divino da Santa Missa e o Santíssimo Sacramento do Altar.
Sejam louvados e glorificados a Santíssima Virgem MARIA, os noves coros gloriosos dos Anjos e a multidão dos Santos, por mim e por todos os homens, agora e por toda a eternidade. Tantas vezes eu desejo, meu bem amado Jesus, agradecer-vos, servir-vos, agradecer-vos, reparar todos os ultrajes que Vos são feitos e pertencer-Vos de corpo e alma. Quero, muitas vezes, arrepender-me dos meus pecados e pedir-vos, ó meu Deus, perdão e misericórdia. Quero também oferecer a DEUS PAI os Vossos Méritos infinitos, em reparação das minhas faltas, dos meus pecados e pelos meus tão merecidos castigos. Estou firmemente decidido a mudar de vida e peço-vos que, a hora da minha morte, me sinta feliz e em paz.
Quero também rezar pela libertação das pobres almas do Purgatório. Desejo renovar fielmente este louvor de reparação e amor, em cada hora do dia e da noite, até ao último instante da minha vida.
Peço-Vos, meu bom e amabilíssimo JESUS, que confirmeis no Céus este meu sincero desejo. Não consintais, JESUS, que ele seja destruído pelos homens, e muito menos ainda, pelo espírito maligno." Amém.